Olá. Seja bem-vinda, bem-vindo, bem-vinde a este espaço.
Meu nome é Manuella Freire. Sou psicóloga clínica, autista, diagnosticada no espectro na vida adulta. Também sou mãe atípica de uma criança neurodivergente e cuidadora da minha irmã, que nasceu com uma síndrome e necessita de apoio contínuo. Essas experiências não são pano de fundo — elas atravessam diretamente minha forma de escutar, cuidar e construir clínica.
Nasci em Natal/RN, a cidade do sol, e atualmente moro no Rio de Janeiro. Gosto de gente. Acredito na potência dos vínculos, na escuta como linguagem política e na humanidade compartilhada como direção ética do cuidado.
Atendo pessoas que vivem intensamente suas histórias de vida e que buscam encontrar o compasso entre:
caminhar com passos firmes
e, ao mesmo tempo, permitir-se acalento, autocuidado e autocompaixão
especialmente para sustentar firmeza em momentos de luta, transição e reconstrução.
Meu trabalho é especialmente voltado a:
mulheres
jovens e adultos
líderes
mães e pais solos
casais e famílias
pessoas pertencentes a grupos minoritários
e pessoas que escolhem caminhar como aliadas éticas desses grupos
incluindo, mas não se limitando, a pessoas neurodivergentes, dentro de uma prática neuroafirmativa.
Aqui, aliança não é identidade nem perfeição.
É disposição para refletir sobre o próprio lugar, abrir-se ao cuidado, aprender no processo e sustentar compromisso ético mesmo quando há desconforto.
Atuo de forma sensível a trajetórias marcadas por:
desregulação emocional
sobrecarga crônica
tensão entre identidade e adaptação
lutos silenciosos
vergonha e invalidação persistentes
processos de transição importantes
como os que ocorrem após diagnósticos tardios, experiências de vida que exigiram resiliência profunda, e quadros relacionados a trauma e TEPT.
Meu olhar clínico também dialoga com temas como:
medicina do estilo de vida
cuidados paliativos
cooperação e construção coletiva (Prosocial)
filosofia das terapias contextuais
sempre com foco em valores, dignidade, pertencimento e na construção de uma vida possível no mundo real — não idealizada, não performática, mas habitável.
Nem todo sofrimento precisa ser eliminado para que a vida possa seguir.
Muitas vezes, o que precisa mudar é a forma como nos relacionamos com o que sentimos, pensamos e vivemos.
Meu trabalho é voltado a pessoas que convivem com sofrimento emocional persistente, sensação de sobrecarga, conflitos internos, dificuldades nos vínculos ou a experiência de estar vivendo em constante adaptação — e que desejam construir uma vida mais alinhada com o que importa, mesmo diante das limitações reais do mundo.
Se você se sente lutando contra suas emoções, preso(a) aos próprios pensamentos ou com a sensação de não ter controle sobre seus comportamentos, você não está só.
Aqui, o cuidado não parte da ideia de “consertar” quem você é, mas de ampliar possibilidades de escolha, presença e dignidade.
Minha prática é fundamentada nas Terapias Cognitivo-Comportamentais Contextuais, com forte embasamento científico, filosófico e ético. Atuo principalmente com:
Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)
Psicoterapia Analítica Funcional (FAP)
Terapia Comportamental Dialética (DBT)
Sou especialista em ACT e FAP, coordeno grupos de estudo para terapeutas iniciantes em ACT e sou colíder do capítulo brasileiro do projeto global ACL – Viva com Consciência, Coragem e Amor, fundado por Mavis Tsai, PhD.
Essas abordagens partem de um modelo transdiagnóstico e baseado em processos, focado menos em rótulos e mais em como o sofrimento se organiza e se mantém na vida real.
A ACT é uma intervenção psicológica baseada em evidências que busca desenvolver flexibilidade psicológica — a capacidade de estar presente, abrir-se às experiências internas e agir de acordo com valores, mesmo diante do desconforto.
Diferente de abordagens centradas apenas no controle ou na eliminação de sintomas, a ACT reconhece que:
viver bem não significa se sentir bem o tempo todo,
mas seguir em uma direção que faça sentido, com consciência e escolha.
No processo terapêutico, trabalhamos para:
compreender o que já foi tentado para lidar com a dor emocional
reconhecer o que realmente importa para você
desenvolver formas mais flexíveis de responder aos pensamentos, emoções e memórias difíceis
construir ações possíveis alinhadas aos seus valores
O objetivo não é “sentir-se bem”, mas sentir bem tudo o que vier, sem que isso impeça a vida de acontecer.
Na FAP, a relação terapêutica é central. Parte-se do princípio de que a forma como a pessoa se relaciona em sessão reflete, funcionalmente, seus padrões de relação fora dela.
As intervenções acontecem ao vivo, na própria relação com o terapeuta, favorecendo:
ampliação de repertórios interpessoais
construção de vínculos mais seguros
desenvolvimento de autenticidade, coragem e presença
Ser uma terapeuta autista me permite sustentar uma escuta afetiva, honesta e não performática, sem mascaramento. Aqui, vulnerabilidade clínica não é fragilidade — é vínculo.
A clínica, para mim, é também um território político: um espaço de legitimação de subjetividades historicamente invalidadas.
Utilizo a Terapia Comportamental Dialética (DBT) especialmente com pessoas que convivem com:
intensidade emocional
sobrecarga constante
impulsividade ou rigidez
contextos invalidantes
histórias de trauma e TEPT
Meu trabalho com DBT não é rígido nem protocolar. Ela é aplicada como uma linguagem compartilhada, integrada à ACT e à FAP, respeitando o contexto, o funcionamento neurodivergente e a realidade concreta de cada pessoa.
O foco está no desenvolvimento de habilidades para:
regulação emocional
tolerância ao mal-estar
efetividade interpessoal
presença e consciência
sempre a serviço de uma vida que valha a pena ser vivida.
Minha prática é explicitamente neuroafirmativa.
Reconhece que diferenças de funcionamento não são falhas, mas expressões legítimas da diversidade humana.
As intervenções são sensíveis a:
sobrecargas sensoriais
diferenças cognitivas
intensidade emocional
histórias de adaptação forçada
O cuidado é orientado para autonomia, validação e construção de repertórios possíveis, e não para normalização ou apagamento.
Psicoterapia individual (online e presencial)
Psicoterapia para casais e famílias
Grupos de habilidades neuroafirmativos e contextuais
Supervisão clínica e grupos de estudo em ACT
Atendimentos com foco em:
autoafirmação da neurodivergência
desregulação emocional e traumas complexos
identidade, pertencimento e escrita de si
processos de transição após diagnóstico
?? Contato direto: (21) 99425-5648
Graduação
Psicologia – Universidade Potiguar
Gestão de Políticas Públicas – UFRN
Pós-graduações e especializações
TCC e Psicologia Positiva Aplicada à Saúde – CPAF-RJ
Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) – FATECPR e MICPSY (Madrid)
Psicoterapia Analítica Funcional (FAP) – FATECPR
Neurociências Aplicadas à Aprendizagem – UFRJ (em andamento)
Avaliação e Atendimento Psicoterapêutico de Adultos Autistas – Adultos no Espectro (em andamento)
Formações complementares
Mindfulness Funcional (EMF)
Mindful Self-Compassion (MSC)
Psicopatologia e Psicofarmacologia
Terapia de Casais (IBCT)
Terapia Focada na Compaixão
DBT – Treinamento Intensivo (BTech Brasil, Paradigma e PAR)
Teoria das Molduras Relacionais (RFT) aplicada à clínica
Family Connections Leader
Curso internacional em habilidades terapêuticas em ACT – MICPSY
Veja como chegar na unidade de atendimento mais próxima.